terça-feira, 15 de maio de 2007
quarta-feira, 9 de maio de 2007
sexta-feira, 4 de maio de 2007
O discurso demonstrativo, segundo Aristóteles

Os dois anúncios acima são exemplos fantásticos do uso do discurso demonstrativo na propaganda. Suas histórias envolvem o leitor, levando à reflexão a partir de um conceito poderoso: "Se uma página o faz pensar, imagine um livro."
No livro Razão e Sensibilidade no Texto Publicitário, Carrascoza explica mais sobre esse tipo de discurso, suas características, usos e vantagens. Veja alguns trechos:
"O discurso demonstrativo ou epidíctico é voltado para o elogio ou a censura.
É um discurso que visa persuadir, já que, se em primeira instância faz a apologia do produto, em última o faz para aconselhar o auditório a experimentá-lo.
É adotado preferencialmente para defender valores tradicionais, valores já aceitos, que não suscitam polêmica.
A maior parte dos anúncios concebidos sob esse formato é de produtos já há muito conhecidos do público, ou de marcas absolutas – que dominam seu segmento e estão no top of mind.
É preferido pelos redatores quando a mensagem se destina ao um grupo de elite.
Cumpre um objetivo mais de cunho institucional.
Ou em casos em que os elementos persuasivos racionais venham se mostrando inadequados.
Ou mesmo em anúncios em que haja pouco a se dizer sobre o funcionamento, as vantagens e a indispensabilidade do produto ou serviço anunciado (seus valores tradicionais).
Assume o formato de narrativas verbais, semelhantes a fábulas, crônicas ou contos.
Busca influenciar o público contando histórias. É nessa maneira indireta que está a força da sua carga suasória. Como tão bem apontou o escritor Jorge Luis Borges, 'qualquer coisa sugerida é bem mais eficaz do que qualquer coisa apregoada.'
No livro Razão e Sensibilidade no Texto Publicitário, Carrascoza explica mais sobre esse tipo de discurso, suas características, usos e vantagens. Veja alguns trechos:
"O discurso demonstrativo ou epidíctico é voltado para o elogio ou a censura.
É um discurso que visa persuadir, já que, se em primeira instância faz a apologia do produto, em última o faz para aconselhar o auditório a experimentá-lo.
É adotado preferencialmente para defender valores tradicionais, valores já aceitos, que não suscitam polêmica.
A maior parte dos anúncios concebidos sob esse formato é de produtos já há muito conhecidos do público, ou de marcas absolutas – que dominam seu segmento e estão no top of mind.
É preferido pelos redatores quando a mensagem se destina ao um grupo de elite.
Cumpre um objetivo mais de cunho institucional.
Ou em casos em que os elementos persuasivos racionais venham se mostrando inadequados.
Ou mesmo em anúncios em que haja pouco a se dizer sobre o funcionamento, as vantagens e a indispensabilidade do produto ou serviço anunciado (seus valores tradicionais).
Assume o formato de narrativas verbais, semelhantes a fábulas, crônicas ou contos.
Busca influenciar o público contando histórias. É nessa maneira indireta que está a força da sua carga suasória. Como tão bem apontou o escritor Jorge Luis Borges, 'qualquer coisa sugerida é bem mais eficaz do que qualquer coisa apregoada.'
O destinatário tem a impressão, lendo um anúncio desse tipo, de estar diante de um slice of life, um instantâneo da vida cotidiana, que poderia ser a sua própria."
Percebeu, galera, como a busca para conquistar o público-alvo é feito aqui também por meio da emoção, do humor, do divertimento lúdico?
21ª Semana Internacional de Criação Publicitária
Abaixo, segue um breve resumo da 21ª Semana de Criação Publicitária, realizada entre os dias 16 a 20 de abril, na Fecomércio, em São Paulo. A Semana é um dos mais importantes eventos da publicidade brasileira.
Nesta edição estiveram presentes representantes dos Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Argentina, Japão e Índia. Para ler mais, na íntegra, acesse: www.propmark.com.br
Roberto Duailibi, DPZ
De acordo com Duailibi, o primeiro passo para a criação é conseguir identificar o problema corretamente. "O primeiro desafio de criação é encontrar as perguntas certas", argumenta.
De posse das questões certas, basta que o profissional de criação conceba uma solução inovadora para o problema identificado anteriormente. Todavia, não é possível que esta solução seja apresentada em forma de relatórios, tabelas ou gráficos.
Para Duailibi, o xis da questão é conseguir sintetizar a inovação em "uma página, uma frase, se possível, em duas palavras". Encontrar boas idéias e sintetizá-las em duas palavras não é uma tarefa fácil. Por causa disso, o publicitário recomenda que o profissional exercite a disciplina de criar.
Ele revela que criar é angustiante e que as idéias, normalmente, brotam nos últimos momentos do prazo disponível. "O profissional deve se permitir criar. Primeiramente, ele deve apenas ter as idéias para, somente depois, julgar qual a que melhor resolve o problema", afirmou.
Para Duailibi, a publicidade de qualidade é simples. Segundo ele, as idéias de sucesso não precisam de explicação, simplesmente são compreendidas. "As boas idéias são redondas como uma bola. Elas podem ser chutadas, rebatidas, ou, simplesmente, rodarem por aí", enfatizou.
Aaron Sutton, MPM Propaganda
De acordo com Sutton, a SulAmérica Seguros estava em busca de uma publicidade que alterasse o tamanho da fatia de mercado da empresa no que se refere a seguros de automóveis em São Paulo.
Agência e cliente já sabiam que a publicidade convencional utilizada nas campanhas até então (como anúncios e comerciais) não estava surtindo o efeito desejado. Sutton revelou que a agência esteve diante de um grande desafio: como criar algo inovador que realmente funcionasse?
Durante as discussões, relatou Sutton, chegou-se à conclusão de que os motoristas pensavam em seguro de carro apenas na hora de renová-lo ou quando acontecia algum acidente. Porém, o tema "trânsito" foi identificado como algo presente na rotina das pessoas na cidade. A situação do trânsito em São Paulo interfere na rotina tanto de motoristas, quanto de pedestres que usam ônibus e, inclusive, aquelas pessoas que estão cruzando pela cidade via marginais.
A partir disso, a agência resolveu propor a criação de uma rádio que falasse, exclusivamente, sobre o trânsito da cidade. Surge, então, a Rádio SulAmérica Trânsito 92,1 FM. A idéia era de que a rádio pudesse transmitir uma programação completamente dedicada a indicar rotas alternativas para fuga de engarrafamentos e vias de tráfego lento.
Depois de um ano de trabalho, a rádio entrou no ar às 5h do último dia 12 de fevereiro. Chalfon ressaltou que a rádio está disponível há apenas dois meses. Mesmo nesse curto período a lembrança da marca da empresa já cresceu 100%.
Kazunori Miura, supervisor e redator da Dentsu.
O publicitário da agência japonesa apresentou cases da agência, que têm como principal diferencial a utilização das ruas em ações inusitadas para aproximar o consumidor do produto.
Aproveitando a experiência multicultural, desenvolveu o método criativo No-Line, inspirado na comunicação de marketing integrado, uma das ferramentas utilizadas atualmente pela Dentsu.
Para agregar valor à marca do site de buscas japonês Goo, por exemplo, a Dentsu colocou nas ruas mil voluntários com camisetas em idioma japonês, explorando o bom humor. Um casal com camisetas "amor" e "dinheiro" andava junto de mãos dadas; outros dois jovens com as camisetas "Bush" e "Saddam Hussen" caminhavam mantendo distância. Havia ainda grupos maiores com camisetas "dieta" e "peso", "furacão" e "estresse", entre outras palavras.
A agência também promoveu o desafio Goo "Answer it! Goo" que premiou as melhores respostas para perguntas propostas pelo site de buscas. As questões podiam ser visualizadas em vários pontos da cidade (barcos e painéis eletrônicos).
Na campanha "Abra seus ouvidos" para o site de músicas Napster, a Dentsu conseguiu um milhão de assinantes oferecendo música em fones de ouvido em locais públicos. "Nosso desafio era utilizar todos pontos de contato com os consumidores", afirmou Miura.
Rodrigo Figueroa Reyes, FiRe Advertainment Argentina.
Ele falou sobre o futuro das novas comunicações para a publicidade. "É claro que a publicidade tradicional não vai morrer, mas haverá um novo valor e um novo meio para se construir marcas".
Uma tendência forte atualmente para o mercado são as campanhas no universo virtual, principalmente em videogames e na internet, além de investir pesado em eventos esportivos e em entretenimento.
"A publicidade hoje está nos mais diferentes lugares, patrocinando não só esportistas, mas cantores que vestem roupas de determinadas marcas em shows. Tudo isso é uma forma do cliente marcar presença fora da mídia tradicional", disse Rodrigo.
O publicitário também citou a relação das marcas com o cinema e relembrou casos de filmes como "Náufrago", interpretado por Tom Hanks, que tinha a marca FedEx constantemente na tela. Outro exemplo citado por ele foi "O diabo veste Prada", referindo-se à marca italiana de sapatos.
"No futuro a publicidade tradicional representará 30% do mercado, os outros 70% estarão dentro dessas novas comunicações. Algumas delas ainda desconhecidas por nós".
Para o publicitário, os anunciantes não querem mais pagar para interromper os programas de TV e rádio, filme ou qualquer coisa que as pessoas estejam assistindo. "Por isso é que a publicidade está se transformando em uma poderosa arma de entretenimento".
Washington Olivetto, W/Brasil
O publicitário disse que, após a sua agência completar 20 anos no ano passado e ele 55 anos, chegou a hora de promover uma nova revolução para levantar a auto-estima da publicidade brasileira.
Para ele, o futuro dá propaganda está na reivenção de grandes idéias que possam interagir com os mais diferentes meios de comunicação.
Armando Ferrentini, diretor da Referência, lembrou que Olivetto foi um dos idealizadores da Semana da Criação, quando a propaganda brasileira ainda dava os primeiros passos rumo à internacionalização.
Nesta edição estiveram presentes representantes dos Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Argentina, Japão e Índia. Para ler mais, na íntegra, acesse: www.propmark.com.br
Roberto Duailibi, DPZ
De acordo com Duailibi, o primeiro passo para a criação é conseguir identificar o problema corretamente. "O primeiro desafio de criação é encontrar as perguntas certas", argumenta.
De posse das questões certas, basta que o profissional de criação conceba uma solução inovadora para o problema identificado anteriormente. Todavia, não é possível que esta solução seja apresentada em forma de relatórios, tabelas ou gráficos.
Para Duailibi, o xis da questão é conseguir sintetizar a inovação em "uma página, uma frase, se possível, em duas palavras". Encontrar boas idéias e sintetizá-las em duas palavras não é uma tarefa fácil. Por causa disso, o publicitário recomenda que o profissional exercite a disciplina de criar.
Ele revela que criar é angustiante e que as idéias, normalmente, brotam nos últimos momentos do prazo disponível. "O profissional deve se permitir criar. Primeiramente, ele deve apenas ter as idéias para, somente depois, julgar qual a que melhor resolve o problema", afirmou.
Para Duailibi, a publicidade de qualidade é simples. Segundo ele, as idéias de sucesso não precisam de explicação, simplesmente são compreendidas. "As boas idéias são redondas como uma bola. Elas podem ser chutadas, rebatidas, ou, simplesmente, rodarem por aí", enfatizou.
Aaron Sutton, MPM Propaganda
De acordo com Sutton, a SulAmérica Seguros estava em busca de uma publicidade que alterasse o tamanho da fatia de mercado da empresa no que se refere a seguros de automóveis em São Paulo.
Agência e cliente já sabiam que a publicidade convencional utilizada nas campanhas até então (como anúncios e comerciais) não estava surtindo o efeito desejado. Sutton revelou que a agência esteve diante de um grande desafio: como criar algo inovador que realmente funcionasse?
Durante as discussões, relatou Sutton, chegou-se à conclusão de que os motoristas pensavam em seguro de carro apenas na hora de renová-lo ou quando acontecia algum acidente. Porém, o tema "trânsito" foi identificado como algo presente na rotina das pessoas na cidade. A situação do trânsito em São Paulo interfere na rotina tanto de motoristas, quanto de pedestres que usam ônibus e, inclusive, aquelas pessoas que estão cruzando pela cidade via marginais.
A partir disso, a agência resolveu propor a criação de uma rádio que falasse, exclusivamente, sobre o trânsito da cidade. Surge, então, a Rádio SulAmérica Trânsito 92,1 FM. A idéia era de que a rádio pudesse transmitir uma programação completamente dedicada a indicar rotas alternativas para fuga de engarrafamentos e vias de tráfego lento.
Depois de um ano de trabalho, a rádio entrou no ar às 5h do último dia 12 de fevereiro. Chalfon ressaltou que a rádio está disponível há apenas dois meses. Mesmo nesse curto período a lembrança da marca da empresa já cresceu 100%.
Kazunori Miura, supervisor e redator da Dentsu.
O publicitário da agência japonesa apresentou cases da agência, que têm como principal diferencial a utilização das ruas em ações inusitadas para aproximar o consumidor do produto.
Aproveitando a experiência multicultural, desenvolveu o método criativo No-Line, inspirado na comunicação de marketing integrado, uma das ferramentas utilizadas atualmente pela Dentsu.
Para agregar valor à marca do site de buscas japonês Goo, por exemplo, a Dentsu colocou nas ruas mil voluntários com camisetas em idioma japonês, explorando o bom humor. Um casal com camisetas "amor" e "dinheiro" andava junto de mãos dadas; outros dois jovens com as camisetas "Bush" e "Saddam Hussen" caminhavam mantendo distância. Havia ainda grupos maiores com camisetas "dieta" e "peso", "furacão" e "estresse", entre outras palavras.
A agência também promoveu o desafio Goo "Answer it! Goo" que premiou as melhores respostas para perguntas propostas pelo site de buscas. As questões podiam ser visualizadas em vários pontos da cidade (barcos e painéis eletrônicos).
Na campanha "Abra seus ouvidos" para o site de músicas Napster, a Dentsu conseguiu um milhão de assinantes oferecendo música em fones de ouvido em locais públicos. "Nosso desafio era utilizar todos pontos de contato com os consumidores", afirmou Miura.
Rodrigo Figueroa Reyes, FiRe Advertainment Argentina.
Ele falou sobre o futuro das novas comunicações para a publicidade. "É claro que a publicidade tradicional não vai morrer, mas haverá um novo valor e um novo meio para se construir marcas".
Uma tendência forte atualmente para o mercado são as campanhas no universo virtual, principalmente em videogames e na internet, além de investir pesado em eventos esportivos e em entretenimento.
"A publicidade hoje está nos mais diferentes lugares, patrocinando não só esportistas, mas cantores que vestem roupas de determinadas marcas em shows. Tudo isso é uma forma do cliente marcar presença fora da mídia tradicional", disse Rodrigo.
O publicitário também citou a relação das marcas com o cinema e relembrou casos de filmes como "Náufrago", interpretado por Tom Hanks, que tinha a marca FedEx constantemente na tela. Outro exemplo citado por ele foi "O diabo veste Prada", referindo-se à marca italiana de sapatos.
"No futuro a publicidade tradicional representará 30% do mercado, os outros 70% estarão dentro dessas novas comunicações. Algumas delas ainda desconhecidas por nós".
Para o publicitário, os anunciantes não querem mais pagar para interromper os programas de TV e rádio, filme ou qualquer coisa que as pessoas estejam assistindo. "Por isso é que a publicidade está se transformando em uma poderosa arma de entretenimento".
Washington Olivetto, W/Brasil
O publicitário disse que, após a sua agência completar 20 anos no ano passado e ele 55 anos, chegou a hora de promover uma nova revolução para levantar a auto-estima da publicidade brasileira.
Para ele, o futuro dá propaganda está na reivenção de grandes idéias que possam interagir com os mais diferentes meios de comunicação.
Armando Ferrentini, diretor da Referência, lembrou que Olivetto foi um dos idealizadores da Semana da Criação, quando a propaganda brasileira ainda dava os primeiros passos rumo à internacionalização.
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